E eis que me deparo com Moulin Rouge mais uma vez
Ainda que quisesse ver o fim da entrega do Oscar
Mas cheguei atrasada
E mais uma vez o mesmo tema, prostitutas, o amor por dinheiro
Mas será?
Nesta cena, ela tem que se entregar a um duque, ainda que apaixonada pelo jovem
Ela doente, ausenta-se
E o tema que se toca no musical
Like a Virgin, Madonna
Tão musical, tão teatral, mas tão Madonna
Touched for the very first time
Ainda que não o fosse.
Linda, branca, ruiva, de olhos claros
Tão doente, e tão apaixonada
Tanto sentimento que transpassa a tela
Lembramos de alguém? Não lembramos de ninguém?
Mesmo que o final seja infeliz
“E esse final é tolo?
Por que a cortesã se apaixonaria pelo paupérrimo autor?”
Por que sentimentos surgem assim tão inebriantes?
E por que seria bem melhor que morrêssemos depois dele?
Por que ter que escolher entre o paupérrimo autor e o marajá?
Ahhhhhhhhhhh, sempre o amor...........
Por isso Romeu e Julieta é sempre mais bonito.
Ainda que fossemos tão somente querentes às praticidades,
por que este mesmo tema nos vem de tão antigo à tona?
Dinheiros, riquezas, alguém?
Seríamos felizes?
Para todo o sempre?
Por que nos faz queimar esta chama? Por alguém? Por ninguém?
Nem toda prostituta deixa de passar por isso.
Prostitutas também se apaixonam.
Um comentário:
lembre-se que eles também cantam David Bowie:We can be Heroes
Just for one day
O brilho da pedra preciosa assim como a presença do amante não é permanente. Passa e dá lugar à outra história.
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